Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

16 julho 2008

Um Lugar do Caralho


Hoje estava vendo a MTV esperando a Valentina dormir, assistindo a uma mini-entrevista como gaúcho Wander Wildner. Poxa, como esse cara é legal, divertido, engraçado!
A menina chata que o estava entrevistando fez uma pergunta besta que ele respondeu de forma clássica:
"- Wander, conta pra gente que música você canta no chuveiro?
- Eu não canto no chuveiro, meus banhos são muito rápidos..."

A D O R E I!!!!!!
Adoro saídas inteligentes e que deixam as pessoas constrangidas.

Mas ver o Wander me lembrou de uma coisa "do caralho", da qual ambos participamos:
O LENDÁRIO SHOW DOS PIXIES na Pedreira em Curitiba, no dia 8 de maio de 2004.
Saudades ... foi do caralho... e dentre as banda de abertura estava ele, Wander Wildner, que interpretou, também dentre outras, a música
"Um Lugar do Caralho"...ai saudades!

Então, em homenagem ao lendário show e ao Wander , coloco aqui a letra da música.

Um Lugar do Caralho
Wander Wildner/Júpiter Maçã

Sozinho pelas ruas de São Paulo eu quero achar alguem prá mim, um alguém tipo assim,

que goste de beber, falar, lsd queira tomar e curta Sid Barret e os Beatles

Um lugar onde as pessoas sejam mesmo afudê
Um lugar onde as pessoas sejam loucas, e super chapadas
Um lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho

Eu preciso encontrar um lugar legal prá mim dançar e me escabelar

Tem que ter um som legal tem que ter gente legal e tem que ter cerveja barata

Sozinho pelas ruas de São Paulo eu quero achar alguem prá mim, um alguém tipo assim,

que goste de beber, falar, lsd queira tomar e curta Sid Barret e os Beatles

Um lugar onde tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas

Um lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho, lugar do caralho
Um lugar do caralho
Um lugar do caralho

12 junho 2007

O Meu Amor


Sendo menos ousada... remendo a homenagem abaixo e "uso" a poesia do grande Chico pra você... a sua cara!

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

18 maio 2007

Pérola do Ministro "Gil"


Estou me divertindo muito com meu novo brinquedinho que ganhei de dia das mães: um IPod vídeo, muito fofo, e veio com um Cd para alimentá-lo, uma pérola da MPB, um disco do Gil com o Jorge Ben que se chama "Gil Jorge - Ogum Xangô", muito legal!!!
Para os que já conheciam, me perdoem a ignorância, mas antes tarde do que nunca!

Nesse disco descobri uma jóia rara, uma música muito, muito divertida do Gil, que se chama "Nega", de 1971, com letra em inglês. Cada vez que ouço morro de rir! Puro entretenimento! Resolvi então compartilhar a letra com vocês e instigar, os que não conhecem, a buscar tal jóia e curtir esse som - "My Tropical woman is you Nega, I love you!!!"

NEGA (PHOTOGRAPH BLUES)

Gilberto Gil
1971

Nega
You spent so blissfully
The last few days with me
Nega
I spent so nicely too
The last few days with you
When I met you, it was so fine
I didn't talk a lot to you
I only mentioned your smooth hair
You made a speech about shampoo
We took many, many, many photographs
Downtown
As we passed through
Nega
You spent so blissfully
The last few days with me
Nega
I spent so nicely too
The last few days with you
You've been going just where I've gone
All my people you have seen
I've been doing just what you've done
Now I can dig your cup of mu tea
We let our moments become, become
What they really had to be
Nega
You spent so blissfully
The last few days with me
Nega
I spent so nicely too
The last few days with you
Develop our photographs
As simple dreams that will come true
Perhaps they will make you laugh
Or make you sure about we two
Develop, baby, our photographs
Perhaps they will make you sure
Perhaps they will show you nothing
Nothing, but a shade of blue

19 março 2007

Crônica do Punk da Periferia


Fui levada ao tema através do interessante texto de um amigo que escreve sobre rock x literatura em um site de música. O texto dessa semana era sobre o Movimento Punk no Brasil - muito legal por sinal (veja link) - o que me levou a viajar nas memórias de um tempo muito divertido…

Não me considero tão velha assim, mas quando me peguei rememorando o final dos anos 80, quando eu tinha lá meus 12, 13, 14 anos… putz… fiquei bem pensativa. Tipo… “20 anos atrás? Caramba!!!”

O Movimento Punk… sim ele mesmo! Eu nasci junto com o Movimento Punk, mas quando pude “entendê-lo”, ou melhor, curtí-lo, ele já estava passando. Mas as memórias me levaram de fato, aos idos de 1987, quando eu tinha 14 anos. Nessa época eu estava na oitava série no antigo ginásio, hoje conhecido como “ensino fundamental”, de uma escola municipal, o “Monteiro Lobato”, aqui de Pirituba onde moro. Estudei lá desde a primeira série, fiz amigos/colegas que conservo até hoje, foi um período muito legal da minha vida e nesse específico ano de 87, a gente estava para “se formar”. Aí tinha toda aquela coisa de pensar em como comemorar, baile, colação, viagem, comissão de formatura, arrecadar grana, fazer “rifa”, etc, afinal nossas famílias eram todas “durangas”. Mas éramos muito criativos e uma das formas que encontramos para levantar a tal grana foi fazer “bailes pró-formatura”, coisa muito engraçada… Funcionava de forma simples: alguém cedia a “garagem” da casa, aí tinha a tal Comissão formada por pais e alunos, os tais marcavam uma data para o baile, vendíamos entradas antecipadas com um preço “x” e no dia proposto iam todos lá montar a parafernalha do “baile”. Tinha comes e bebes (pagos), iluminação, som, segurança formada pelos pais (imaginem isso!), caixa, tesoureiro, seleção de rock e de “lentas” – que coisa mais brega! – tudo isso! Era nesses “bailes” que tudo acontecia, ou não… fulana “ficava” com sicrano, que era namorado da beltrana, que dava em cima do outro… nossa! Muita fofoca para a segunda-feira, lógico!

Aliás, lembrei que meu primeiro porre foi num desses “bailes”, em 1986, tomando “Cuba”… meu deus! Porre de Cuba… parece até coisa dos “anos dourados”!
Mas voltando ao ano de 87 e ao Movimento Punk. Os “bailinhos” eram coisa suuper família, imaginem que todos se conheciam e que o âmbito de venda de entradas era sempre a escola, no máximo ia um primo, um amigo da rua de diferente, mas era só a galera da escola mesmo. Acontece que os bailes começaram a ganhar certa fama naquele ano… vários motivos: meninas “jeitosinhas”, ótimo boca-a-boca, vendiam bebida (cerveja, cuba) e boa música… mas boa mesmo! Quem “dava” o som eram uns amigos meus, o Carlão, o Emerson, o Serginho, o Edu, algumas vezes eu ajudava na “consultoria”, mas o som era de primeira! Muito rock n’roll, pouca “lenta” (o suficiente para garantir a entrada das “gostosinhas beijoqueiras”) e volume alto! Naquela época, a gente curtia e rolava nos “bailes” Ramones, Dead Kennedys, Toy Dolls, The Clash, Beastie Boys, Pistols, 365 (nossos colegas de bairro), Plebe Rude, Garotos Podres, Legião, Titãs (Cabeça Dinossauro!), IRA! (Pobre São Paulo…), Replicantes,... Tinham também os hits como RPM, Ultraje a Rigor, Engenheiros do Hawai (URGH!), etc. A nova música eletrônica, na época: Pet Shop Boys, Front 242, Depeche Mode (I just can get enough), New Order. Coisas mais “darks” como Cure, Joy Division, Bolshoi, Mission, Jesus… Os clássicos: Stones, Beatles, Pink Floyd, Led, … muita coisa legal e chata também. A questão é que a seleção punk ficou famosa e a galera delirava quando começava a tocar “Nellie The Elephant”, “CALIFORNIA ÜBER ALLES” , ou “Should I Stay or Should I Go”, ou “Sheena is a Punk Rocker”, e tocava tudo, todos os hits do punk eram obrigatórios e exigidos!

Não sei se vocês sabem, mas a Tradição Punk Paulistana, vem da periferia, da Freguesia do Ó (como cantou nosso ilustre ministro Gil), de Pirituba, de Guarulhos, do ABC - os Punks de Sto. André! - nesses lugares a cena punk era bem forte, o pessoal andava mesmo a caráter, de coturno, jaqueta de couro, jeans rasgado, cabelo moicano e alguns já usavam até piercing! Não foi à toa que meu ídolo, o Angeli, criou seu grande “Bob Cuspe”, personagem que na época abafava nas páginas da falecida revista, ditadora do “mau” comportamento adolescente, “Chiclete com Banana”, que a gente se estapeava para ler emprestada dos amigos… O “Bob” era um típico punk da periferia, paulistanão, que contestava e cuspia em tudo… ele era a imagem caricata dos punks que rondavam a zona onde moro. Pocha… eu até sabia desenhar o “Bob”… que saudade…

Pois bem, devido à fama da seleção punk de nossos bailinhos, um temor começou a rondar a organização: a invasão do Punks…
Num determinado dia, marcaram o tal baile na casa do Emerson Paes, uma casa grande, numa avenida bem localizada do bairro. Começamos a vender as entradas e eis que surge o tal boato de que os Punks do “Pavilhão 8” – uma gangue da Vila Zatt – iria invadir nossa praia… Na verdade, eu fiquei excitadíssima, achei o máximo! Os Punks!!! Uau!!! Que prestígio!
As mães e as professoras ficaram aterrorizadas, mas tudo não passava de um boato e ninguém podia prever nada ao certo. O dia do baile chegou, a montagem foi tranquila, e a expectativa grande com a chegada da noite. Como sempre começamos às 19h30, seleção light para aquecer, “lentas” para agradar os beijoqueiros(as) e então rock começa a rolar solto para incendiar. Aquele dia o baile foi um sucesso de público, a casa do Emerson era grande e deu para vender mais entradas, lotou!!! Foi até uma gang de skatistas – Os Ratos de Rua - que alucinou quando tocou “Girls” e “No Sleep Till Brooklyn”, dos Beastie Boys, eles começaram a dançar com os skates e a subir pelas paredes de azulejo da garagem do Emerson, muito louco! De repente… chegam os punks lá fora e começam a pressão para entrar. Lembro que rolou um puta medo, todo mundo cagou nas calças, o pai do Emerson foi lá negociar a “não entrada” deles, mas não teve jeito, eles tinham grana para pagar e mais, tinham coturnos e eram dezenas deles!!!

Os caras chegaram bem na hora, era a hora de rolar a seleção punk-rock… entraram e já colaram no Carlão, que estava no som e intimaram:
“- Toca Dead Kennedys, aí!”
Nem lembro o que rolou, só sei que nem deixaram acabar o que estava rolando naquela hora e já soltaram um “CALIFORNIA ÜBER ALLES” na veia. Depois foi só pauleira, tudo e mais um pouco, não dava nem para chegar perto da “pista de dança”, ou melhor, da garagem, ela estava tomada pelos punks da Vila Zatt. Tinha gente se borrando de medo de rolar uma briga, as mães da Comissão estavam rezando, um monte de gente foi embora, mas a verdade é que os caras queriam curtir um som, e a gente também, pôw!
Tudo bem que não deu para dançar com eles lá, mas eu me diverti muito vendo a “pancadaria”, foi o máximo!
Imaginem como foi a semana seguinte à invasão dos Punks da Periferia, todo mundo contando um conto e aumentando 1000 pontos! Houve boatos de violência, roubo, etc… mas a verdade é que rolou punk-rock como nunca, naquele sábado à noite, na garagem da casa do Emerson Paes. Eles enobreceram a nossa festa e depois daquele dia, passaram a frenquentar nossos bailes, sempre meio que pressionando as picapes fazendo caras de poucos amigos, com o famoso “Rola Toy Dolls, aí!” , ou “Rola Ramones, aí!”, mas abrilhantando o ambiente.

Eu sou uma entusiasta desse Movimento, sempre curti as bandas, as músicas e letras agressivas, a atitude, e sua motivação. Fui impedida, por forças maiores, a ir ao show dos Toy Dolls, no glorioso Projeto SP, na Barra Funda, mas pelo menos passei na entrada e pude sentir o cheirinho de punk-rock que eles exalavam. Tive o privilégio de ter ido ao último show dos Ramones, no extinto Olympia, da Rua Clélia, na Lapa. No ano passado, fui assistir aos Stooges num festival aqui em São Paulo e entrei em êxtase quando o Iggy Pop entrou no palco e tocaram “I wanna be your Dog”, outro privilégio, ainda que tardio…


E para finalizar, 2 letras de punk nacional para recordar:

Festa Punk
Replicantes

Quero uma festa que não tenha STONES
Gosto muito deles, mas quero os RAMONES
Quero uma festa que não tenha BEATLES
Se é pra recordar prefiro SEX PISTOLS

Quero uma festa punk (X 4)

Quero uma festa em que eu possa dançar
Clash, Undertones e GBH
Discharge no banheiro, Exploited na cozinha
Conflict na escada e Vibrators no sofá

Quero uma festa com os KENNEDYS
Eles é que sabem o que é Hard-core
Depois pra esfriar, pra afastar os junkies
Poguear um monte ouvindo Circle Jerks

Papai Noel Velho Batuta
Garotos Podres

PAPAI NOEL filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero mata-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
PAPAI NOEL filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero mata-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
pobres
pobres

Mas nos vamos sequestrá – lo
E vamos mata-lo
Por que?

Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal

Por que?

PAPAI NOEL filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero mata-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos

* Boas referências sobre o Movimento Punk

Link do artigo do meu amigo:
http://showlivre.uol.com.br/colunas.php?coluna_id=94


Filmes:
The Filth and the Fury (2000)
Julien Temple
Documentário. A verdade sobre os Sex Pistols.

Punk Attitude (2005)
Don Letts
Documentário sobre a história do punk nos EUA e UK, com depoimento de diversos artistas da época.

New York Doll (2005)
Greg Whiteley
Documentário sobre Arthur “Killer” Kane, baixista do New York Dolls.

Sid and Nancy (1986)
Alex Cox
Filme biográfico sobre Sid Vicius, da banda Sex Pistols.

Sites:

www.deadkennedys.com
www.thetoydolls.com
www.ramones.com
www.gritopunk.hpg.ig.com.br